Ministro do TSE vai anunciar resultado de testes de segurança em urnas eletrônicas

O teste visa identificar e corrigir eventuais falhas de segurança em softwares e nas urnas eletrônicas antes das eleições em outubro de 2022

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, vai anunciar nesta segunda-feira (29), às 16h, o resultado dos testes públicos de segurança no sistema eletrônico de votação.

O teste visa identificar e corrigir eventuais falhas de segurança em softwares e nas urnas eletrônicas antes das eleições em outubro de 2022. As informações são do R7.

O procedimento é realizado desde 2009 e leva a mudanças nos softwares e hardwares das urnas sempre que algum novo risco é identificado.

Fases

As fases do teste iniciaram no mês passado quando especialistas receberam o código-fonte do sistema eletrônico e das urnas para a transmissão de dados. Dessa forma, eles conseguiram elaborar planos de ataques contra o sistema para identificar eventuais fragilidades no sistema.

Planos de ataque

O TSE reuniu 26 investigadores para realizar 29 planos de ataque aos equipamentos e sistemas que serão utilizados nas eleições de 2022. A sexta bateria de testes, promovida pelo TSE, foi um pedido de peritos da PF (Polícia Federal) e foi encerrado apenas no sábado (27).

No envento de divulgação dos resultados nesta segunda, também vão estar presentes o secretário de Tecnologia da Informação, Julio Valente, e o juiz auxiliar da presidência do tribunal Sandro Vieira.

Crítico ferrenho

O presidente Jair NBolsonaro é um crítico ferrenho das urnas eletrônicas e defende a adoção de voto impresso, que ele chama de “auditável”. Seu principal alvo de ataques é o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso. “Quem está ocasionando esse tumulto todo é o ministro Barroso, do TSE. Ninguém consegue entender por que ele não quer o voto impresso ao lado da urna eletrônica”, disse Bolsonaro em agosto.

Naquela época, os ministros do TSE aprovaram abertura de inquérito administrativo para apurar se Bolsonaro após criticar o sistema de urnas eletrônicas, o presidente praticou “abuso do poder econômico e político, uso indevido dos meios de comunicação, corrupção, fraude, condutas vedadas a agentes públicos e propaganda extemporânea”.

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