Polícia Militar estoura fábrica de cervejas falsificadas e prende três falsários em Navegantes

Estrutura de envase e produção de cerveja falsa impressionava: 42 mil garrafas já saíram do local e havia 8 mil já adulteradas no galpão.

Um falsário com mandado de prisão expedido em Marabá, no Pará, atuava no local. Foto Divulgação.
Um falsário com mandado de prisão expedido em Marabá, no Pará, atuava no local. Foto Divulgação.

Os policiais militares de Navegantes desbarataram uma quadrilha de falsificação de bebida na tarde de terça-feira, dia 8 de junho, e a estrutura da prática criminosa impressionou pela organização de envase e caracterização dos produtos, pois segundo apurou a polícia, nada menos que 42 mil garrafas de falsas marcas como Brahma e Antarctica já haviam sido produzidas no local, um galpão no bairro Machados. Um homem com mandado de prisão em aberto foi preso.

Os policiais de Navegantes receberam informações que suspeitos estariam armazenando carga roubada em um galpão situado às margens da BR-470. Logo na entrada do local investigado, eles falaram com o suposto gerente do galpão, afirmando que se tratava de um depósito de bebidas.

Ao ser questionado sobre a procedência do material, esse suspeito confessou tratar-se de bebidas adulteradas e que no endereço flagrado ocorria a falsificação de cervejas. A PM ainda descobriu que o suspeito deu nome falso e tinha mandado de prisão expedido pela Vara Criminal da Comarca de Marabá, no Pará.

Trabalhadores atuavam na cervejaria fajuta – entre eles, um operador de empilhadeira e outro montando caixas de papelão e tampas para as bebidas. O suspeito que se apresentou como gerente acabou confessando que atuava no local há três meses, e detalhando aos PMs como a organização criminosa funcionava e como acontecia a cerveja era falsificada.

Na falsa fábrica de cerveja foram apreendidas três caixas de tampas e rótulos das marcas Brahma e Original, ferramentas utilizadas para fazer as adulterações; oito mil garrafas de cerveja já adulteradas; 23 mil vazias; R$ 7.141 em dinheiro e um cheque de R$ 14.000. Havia ainda três celulares e  comprovantes de depósitos totalizando R$ 30.000 datados do dia 8 de junho último.

Os três que estavam no galpão foram presos pelos crimes de organização criminosa, falsificação, adulteração ou alteração de substância ou produtos alimentícios e ainda falsa Identidade. O trio foi conduzido conduzidos à Central de Plantão Policial de Itajaí.

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